Juan Lebrón e Leo Augsburger voltaram a mostrar que conseguem criar problemas a Ale Galán e Fede Chingotto. A dupla garantiu um lugar na final do Málaga P1 depois de uma batalha de 2 horas e 25 minutos, decidida apenas no tie-break do terceiro set.
O encontro terminou com os parciais de 2-6, 6-3 e 7-6, depois de Lebrón e Augsburger terem conseguido recuperar de um início muito forte dos adversários.
Galán e Chingotto começam por cima
Fede Chingotto e Ale Galán entraram melhor no encontro e dominaram o primeiro set. A dupla assumiu rapidamente o controlo do parcial e fechou-o por 6-2, deixando Juan e Leo obrigados a reagir.
A resposta chegou no segundo set. Lebrón e Augsburger conseguiram alterar completamente a dinâmica da partida, aumentaram a agressividade e começaram a encontrar soluções para contrariar o domínio dos adversários.
Uma sequência de cinco jogos consecutivos permitiu-lhes fechar o parcial por 6-3 e levar a decisão para o terceiro set.
Um tie-break absolutamente imprevisível
O equilíbrio manteve-se ao longo de todo o terceiro parcial e nenhuma das duplas conseguiu fugir definitivamente no marcador.
Com o 6-6, tudo ficou reservado para um tie-break que acabou por proporcionar um dos momentos mais emocionantes do torneio.
Lebrón e Augsburger começaram de forma avassaladora e chegaram rapidamente aos 5-0. A vitória parecia encaminhada, mas Galán e Chingotto responderam e protagonizaram uma grande recuperação.
Fede e Ale conseguiram inverter o momento do encontro e chegaram mesmo a dispor de dois pontos de encontro.
Juan e Leo resistiram à pressão, salvaram ambos e acabaram por fechar o tie-break por 9-7, confirmando a presença na final do Málaga P1.
Segunda vitória frente a Galán e Chingotto
Esta foi a segunda vez na temporada que Lebrón e Augsburger conseguiram derrotar Chingotto e Galán.
O primeiro triunfo tinha acontecido no Brussels P2, torneio em que Juan e Leo acabariam por conquistar o título depois de vencerem Arturo Coello e Agustín Tapia na final.
A vitória em Málaga voltou a mostrar que Lebrón e Augsburger têm argumentos para competir de igual para igual com uma das duplas mais consistentes do circuito.
Coello e Tapia esperavam na final
Na final, Lebrón e Augsburger voltariam a encontrar Arturo Coello e Agustín Tapia.
Os números um tinham garantido a sua 27.ª final consecutiva depois de vencerem Paquito Navarro e Martín Di Nenno por 6-4 e 6-3 nas meias-finais.
Coello e Tapia acabariam por conquistar o título em Málaga, impondo-se na final por 6-2 e 6-2.
Ainda assim, a campanha de Juan Lebrón e Leo Augsburger ficou marcada por uma das vitórias mais emocionantes do torneio e por mais um grande capítulo nos duelos frente a Ale Galán e Fede Chingotto.
Fonte: FIP e Premier Padel.
